Sexta-feira, 27 de Novembro de 2009

Actividade de Seminário - Professora Margarida Almeida (marga@ua.pt).

 

A nossa querida professora Margarida Almeida foi a convidada da disciplina de seminário de hoje. O tema do seminário centrou-se no impacto social que as nossas investigações podem ter, ou vir a ter.

Foi-nos proposto que em grupos de dois elementos, respondessemos uma série de questões sobre a temática do seminário em que cada elemnto do grupo colocaria no blog as perguntas e respostas  da "entrevista" efectuada ao colega.
 

O Hugo Branquinho - http://iamerasmus.blogs.ua.sapo.pt foi o meu colega de grupo.
 

Eis as questões que eu lhe coloquei e as respetivas respostas que ele forneceu:

 

 "1.  De que forma enquadras a tua investigação no actual paradigma da web social?

A minha investigação enquadra-se no paradigma da web social em diversos aspectos, devido à sua forte componente de UGC, partilha e foco numa comunidade específica (Erasmus).

2. De que forma a tua investigação contribui para alterações de atitudes e comportamentos?

Há um contributo da minha investigação para alteração de comportamentos relativos à comunidade Erasmus, tanto por quem se encontra dentro dessa comunidade como por quem possa vir a integrar-se nela. Pode ainda existir uma contribuição neste aspecto sobre elementos (pessoas) externas à investigação, devido à componente documental da mesma.

3. A tua investigação centra-se numa lógica de valorização do indivíduo ou de uma organização?

Essencialmente a minha investigação centra-se numa lógica de valorização de uma comunidade (a comunidade Erasmus em Aveiro). No entanto, desta forma poderá eventualmente valorizar tanto os indivíduos em foco como a Universidade de Aveiro.

4. A tua investigação explora uma lógica entusiasta ou uma lógica crítica?

A lógica de investigação deste projecto não se encontra nem no campo entusiasta nem no campo lógico. É pretendida a investigação de diferentes tecnologias e suas influências mas de um ponto de vista imparcial pelo que ambas as lógicas serão tomadas em conta, mas nenhuma delas será adoptada.

5. De que forma a tua investigação actua na interdependência tecnologia-sociedade?

A interdependência tecnologia-sociedade pode verificar-se na investigação maioritariamente devido à necessidade de contribuição pela parte da comunidade. Caso esta participação se revele pouco activa/diferente do expectado, o resultado final será obviamente diferente pelo que se verifica a interdependência."

 

As minhas respostas estão no blog do meu colega:

http://iamerasmus.blogs.ua.sapo.pt

 


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Quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

Reflectindo sobre a temática de investigação  e sobre as possibilidades de aplicação do concept deste projecto, identifico a televisão interactiva como área base de incidência,  mas não ficamos por aqui.

Antes de mais, é importante abordar alguns conceitos fundamentais:
O que é isto da televisão interactiva?

Também designada por iTV ou iDTV, a televisão interactiva é considerado um medium que incide numa forma de transmissão de informação, num veículo de comunicação. Depois de uma década de incertezas, entusiasmo e desilusão quanto ao sucesso e receptividade da iTV, a mesma entra agora numa fase em que os avanços tecnológicos e as condições de mercado actuais, são favoráveis ao seu desenvolvimento e expansão.(Lekakos, Chorianopoulos, & Doukidis, 2007). 

A iTV é um serviço difundido através sistemas CATV ou  através de redes  digital broadcast como se descreve no consórcio DVB (Reimers, 2005). Recentemente a iTV existe à escala mundial através das redes IP, dando origem à IPTV. Os conteúdos televisivos cada vez mais são difundidos para diferentes plataformas com a Web e os dispositivos móveis, recorrendo a diversos standards e tecnologias de transmissão. Essencialmente, a televisão interactiva integra conteúdos audiovisuais digitais com recursos interactivos, onde o utilizador consumidor passa a ter um papel activo na experiência de utilização no consumo de TV. 

Os serviços de IPTV têm uma natureza bidireccional para suportar os recursos de interactividade. Estes serviços são provenientes de redes controladas por operadores. Entende-se aqui por operadores, os ISPs (Internet service Providers), os operadores de Televisão por Cabo e  as empresas de Telecomunicações (Tadayoni & Sigurdsson, 2006). A IPTV apresenta actualmente novas oportunidades de mercado para estes players, nos quais dispõem de serviços e produtos “Triple Play”, onde são consumidos serviços de televisão, serviços de telecomunicações e acesso à Internet num só contrato com o utilizador.(Cesar, Geerts, & Chorianopoulos, 2009). O vídeo on demand (VOD) e a possibilidade de agendamento de gravação de conteúdos são também funcionalidades acrescidas à experiência de televisão Interactiva.

Apesar da IPTV ser um meio que impulsiona e enriquece os diversos cenários de iTV, novas formas de interacção têm vindo a ser desenvolvidas em contexto de investigação e mais recentemente exploradas sob a forma de produto comercial. Estas novas formas de interacção são exploradas através da inserção e convergência de serviços e tecnologias da Web em ambientes de TV. Os serviços de comunicação presentes na Web social são apenas um exemplo. A recomendação de conteúdos é também uma das funcionalidades presentes na Web 2.0, onde a partilha, os conteúdos gerados pelos próprios utilizadores (UGC), os sistemas de comunidade e rede são elementos característicos.

Actualmente:

Estamos numa era multi-plataforma onde os players exploram todos os meios de comunicação para se distinguirem no meio da concorrência. No mercado português existem vários players a explorar o mundo da televisão interactiva. Estes players são essencialmente operadores de telecomunicações e/ou ISPs. 

Identificando algumas empresas deste meio temos:

As empresas do grupo PT (PT Comunicações, PT Inovação e TMN) com produtos e serviços “Triple-Play” sobre fibra óptica ou ADSL,  como é o caso do MEO.

A Vodafone Portugal dispõe recentemente serviços de IPTV com os produtos “Vodafone Casa” e Mobile TV.

A ZON Multimédia com os serviços de TV por cabo, ADSL e Fibra óptica.

A Clix, ISP que dispõe também de serviços de Televisão Digital.

A Cabovisão SA, operador de telecomunicações que dispõe serviços “Triple-Play” sobre cabo.
 

Estes players apresentam já algumas inovações nos recursos de televisão interactiva, das quais incidem sobre a integração de serviços Web, como é o exemplo dos serviços MEO da PT, que dispõem de diversos conteúdos provenientes de recursos Web do Portal SAPO, como é o caso do sapo Fotos, Sapo Noticias e Sapo Kids, que na sua essência possibilitam a interacção com conteúdos provenientes da Web no ambiente de TV.

Uma possível aplicação desta minha investigação seria por exemplo nos serviços de televisão interactiva de um produto de um operador. Basicamente a ideia será que os utilizadores (consumidores) do serviço, aquando da interacção com o produto, disponham de informação visual interactiva de conteúdos recomendados. Com o objectivo de enaltecer a experiência de utilização, imagino o cenário onde um utilizador vá alugar um filme (VOD) e lhe seja automaticamente recomendado filmes do género que ele gosta ou quando consulta a programação do dia, lhe seja sugerido um episódio que irá ser transmitido numa determinada data.

Entretanto deixo aqui um vídeo de uma aplicação protótipo ultra recente que ganhou este mês de Novembro um prémio no Microsoft's MediaRoom Application Contest. Esta aplicação integra alguns dos conceitos que eu defendo.


Frederico Cerdeira
 
Referências:
 

Cesar, P., Geerts, D., & Chorianopoulos, K. (2009). Social Interactive Television: Immersive Shared Experiences and Perspectives: Information Science Reference.

Lekakos, G., Chorianopoulos, K., & Doukidis, G. (2007). Interactive Digital Television: Technologies and Applications: IRM Press.

Reimers, U. (2005). DVB: the family of international standards for digital video broadcasting: Springer Verlag.

Tadayoni, R., & Sigurdsson, H. M. (2006). IPTV market development and regulatory aspects.

 


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Sexta-feira, 6 de Novembro de 2009

Eis o índice do enquadramento teórico. Entrei também na "onda" do Prezi para testar a ferramenta. Fiquei muito desiludido com as limitações que apresenta nomeadamente ao nível de edição de contéudos, navegação com alguns bugs, falta de tools de edição vectorial, escolha de fonts, importação de vectores etc..

Não vejo nenhum valor acrescido na utilização desta ferramenta visto que a aprendizagem de utilização não é directa. A aplicação contém alguns bugs de interacção o tempo dispendido para a criação de uma simples apresentação ainda é elevado quando comparado com outras ferramentas mais "clássicas".

Fica o registo da experiência e aguardo novas versões.

 

Fullscreen recomendado.

 

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Sobre mim
About me

Frederico Cerdeira

Mestrando em Comunicação Multimédia

Dissertação
Integração de serviços web 2.0 no Design de plataformas de ITV: Abordagem a soluções de recomendação de contéudos com base em redes sociais.

Orientação

Jorge Ferraz

Co-orientação

Pedro Almeida

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